usinagem-rosca-scaled

Mandrilhamento de grande porte, quando sua peça realmente precisa

Entenda o que é mandrilhamento, em que situações a peça exige uma mandrilhadora de grande porte e por que o alinhamento dos furos importa tanto.

Furar é fácil. Furar certo, no diâmetro exato e perfeitamente alinhado com os outros furos da peça, já é outra história, e é aí que entra o mandrilhamento.

A operação trabalha um furo que já existe para acertar diâmetro, concentricidade, alinhamento e acabamento. Quem nunca lidou com isso costuma achar exagero. Quem já montou um rolamento num furo torto, não. Quando o furo sai fora do eixo, o conjunto vibra, esquenta e some com a vida útil do componente. Às vezes nem monta.

Isso aparece em mais lugar do que parece. Carcaças que recebem rolamentos, mancais de equipamento pesado, corpos de válvula, caixas de redutor, qualquer estrutura que tenha dois ou mais furos que precisam ficar no mesmo eixo. Nesses casos, “mais ou menos alinhado” não serve.

Por que o tamanho da peça muda o jogo

Peça grande traz dois problemas que máquina pequena não dá conta, que são peso e dimensão.

Uma carcaça pesada exige uma máquina rígida o suficiente para não fletir durante o corte. E exige curso longo, para a ferramenta alcançar todos os pontos sem que você precise soltar e reposicionar a peça o tempo todo. Esse ponto é o que mais gente subestima. Cada reposicionamento é uma nova chance de o alinhamento sair errado. Quanto menos a peça se mexe na máquina, mais confiável fica o resultado.

Aqui na Metalworks a gente trabalha com uma mandrilhadora de curso 1.250 mm em X, 1.000 mm em Y e 900 mm em Z. Na prática, isso significa peça volumosa usinada em poucas fixações, ou, no melhor caso, numa só. É o tipo de coisa que o cliente nem sempre pede, mas faz toda a diferença na peça que volta pra ele.

Rigidez e posicionamento andam juntos

Dois fatores decidem se o mandrilhamento vai sair bom. Um é a rigidez, que é a capacidade da máquina de aguentar o esforço de corte sem deformar. O outro é o posicionamento, que é levar a ferramenta exatamente onde ela tem que ir, toda vez. Falhou num dos dois, o furo sai ruim.

E o mandrilhamento quase nunca vem sozinho. Vem junto com faceamento, furação, rosqueamento. O ideal é planejar tudo isso de uma vez, no mesmo aperto, mantendo as mesmas referências de medição do início ao fim, senão você acumula errinho em cima de errinho até a peça inteira sair de tolerância.

Como saber se é o seu caso

Se a peça é pesada ou grande, se tem furos que precisam estar alinhados entre si, se vai receber rolamento ou bucha, ou se a tolerância de diâmetro é apertada demais para furação comum, é mandrilhamento. E com uma máquina de porte certo, você evita o retrabalho que aparece lá na frente, quando já não dá mais tempo.

Tem uma peça de grande porte para mandrilhar? A Metalworks atende Sorocaba, São Paulo e Grande São Paulo. Liga pra gente no (15) 3327-1804, chama no WhatsApp (15) 97406-0973 ou manda um e-mail pra contato@metalworks.com.br e peça seu orçamento.

Tags: No tags

Leave A Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *